Guaiamuns (caranguejos azulados) Entorno do Mercado de São José – Recife

- MERCADO DE SÃO JOSÉ - BICICLETA 40440149

Entorno do Mercado de São José – Recife

 

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Candelabro e Pátio de São Pedro (de dentro de loja de antiguidades)

- Pátio de Sao Pedro Loja de Antiguidade - 40440071

Homem Siri Homem – Cais de Santa Rita – Recife

- Veneza Brasileira-Recife Para Não-Turistas - Centro Cais de Santa Rita - 40440079

Pescador Rendeiro – Cais de Santa Rita – Recife

- PESCADOR 2 - FAZENDO REDE - 90910011

Pescando junto ao Porto do Recife

- Homem Pescando com Rede - Porto ao Fundo - Recife - 40440114

Gente Na Chuva Na Ponte do Pina – Recife

- Gente Na Chuva Na Ponte do Pina

 

E-Mails / Contato:

fotografodocotidiano@gmail.com

Onde o povo atraca – casebres beira do rio – bacia do Pina – Recife

Imagem

de ferro – Ponte de ferro – Recife

- De ferro Ponte de Ferro - Imagem2

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Eu farei um poema só pros cansados
 pros loucos
 e
 pros anormais
 dele farei floresta
 céu
 e a rocha na beira do rio
 pra gente sentar
 chorar e desesperar
 até que os bichos
 peludos bicudos calados
 cheguem
 nos cativem
 e nos façam virar mato
 seres sujos de terra e de amor

   – Edone , primo da inesquecível Susana, de Porto Alegre.

Nos arredores do Mercado de São José – Recife

- Menina com Menino e carrinho de trabalho perto do Mercado de São José

Poder Poderes – Pátio de São Pedro

- Instinto - Poder -25000013

 

Pátio de São Pedro – Recife

- Instinto - I I - Poder Poderes - 25000012

Um Olhar Sobre A Cidade

Sair à-toa, e flanar:
Percorrer, assim, os arredores de uma cidade, cantos e recantos bem conhecidos de pombos, de crianças, e de umas pessoas tão simples e tão despojadas, de quem a câmera busca companhia, num instante roubado de suas espontaneidades.

Imagens captadas num único e solitário click , quase sempre sem fotogramas similares.

Interessa-nos não a fotografia militante, ideológica, social, mística ou erótica; mas a multiplicidade de fruição e de interpretação, a mistura, o indefinível, a perdição, primeiros passos da sem razão estética, e, quem sabe, do amor.

Sem deixar um lugar de onde talvez nunca tenha partido ( – Qual porto?… – Qual rio?… ),

câmera e dono pouco saem juntos, um a tiracolo do outro,

na mescla de ligação e liberdade a que se permitem.

E com o prazer que somente os amantes das coisas descompromissadas podem gozar

Relevamos normas de cursos de fotografia. Apartados de grupos fotográfico-artístico-culturais.

O título me ocorreu  ao lembrar de um lugar, e de um tempo, e de um homem a lançar “Um Olhar Sobre A Cidade”   de Recife e Olinda – Recife  que eu  aqui encontro, e em todos os lugares por onde passo. Assim como Porto Alegre me acompanha, não como um passado deixado pra trás, mas como um presente que foi e que é, lugar de descobertas, de vivências, de pessoas.

( Convido a visitar meu outro Blog, lentamente inserindo fotos ):

http://humbertocavalcanti.wordpress.com

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Chegando ao Recife

Chegando ao Recife
(fragmento) Adelmar Tavares ( * Recife,1888–+ Rio, 1963)

Lá vêm as jangadas, de velas inchadas,
bojando aos ventos,branquinhas, no mar…

Meu Deus, minha terra! Meu Deus, vou chegar!

Olinda, distante, lá longe, aparece…

Lá está uma torre… Diviso o farol…
Lá vêm as jangadas branquinhas de sol…

Que céus diferentes!

Tão verdes as águas!
Que leves os ares, que gozo aspirar!

Escuto umas vozes que vêm das jangadas,
conheço essas vozes que vêm das jangadas,

são desses Antonhos, e desses Messias,
Lourenços, e Jocas, Bastiões, Mizaéis,
de falas cantantes, mas pulso de ferro,
que pulam de tigre na ponta da faca,
e arrulham na viola que fazem chorar…

Meu Deus,minha terra! Meu Deus, vou chegar!

Vocês, jangadeiros, já não me conhecem?…

Não me reconhecem? Mudei tanto assim?

– Você, João da Penha, que nova me traz?

Aquela morena dos olhos magoados,
se lembra de mim?
me espera no cais?

Que lenço querido me espera no cais?

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Pescador no mar da praia do Cupe, Porto de Galinhas

- A Barca Pescador

(Trecho de poema de Adelmar Tavares)