Candelabro e Pátio de São Pedro (de dentro de loja de antiguidades)

- Pátio de Sao Pedro Loja de Antiguidade - 40440071

Saindo d’ água – Parque da Redenção

- Saindo da Água - Instantantâneo no Parque da Redenção - 40440171

Pros turistas, Jericoacoara; pro povo nativo, Serrote.

- Jangadas em Jericoacoara - CE wall07-768

Homem Siri Homem – Cais de Santa Rita – Recife

- Veneza Brasileira-Recife Para Não-Turistas - Centro Cais de Santa Rita - 40440079

Pescador Rendeiro – Cais de Santa Rita – Recife

- PESCADOR 2 - FAZENDO REDE - 90910011

Pescando junto ao Porto do Recife

- Homem Pescando com Rede - Porto ao Fundo - Recife - 40440114

Gente Na Chuva Na Ponte do Pina – Recife

- Gente Na Chuva Na Ponte do Pina

 

Onde o povo atraca – casebres beira do rio – bacia do Pina – Recife

Imagem

de ferro – Ponte de ferro – Recife

- De ferro Ponte de Ferro - Imagem2

( OBS: Se a imagem estiver pequenininha, recarregue a página )

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Eu farei um poema só pros cansados
 pros loucos
 e
 pros anormais
 dele farei floresta
 céu
 e a rocha na beira do rio
 pra gente sentar
 chorar e desesperar
 até que os bichos
 peludos bicudos calados
 cheguem
 nos cativem
 e nos façam virar mato
 seres sujos de terra e de amor

   – Edone , primo da inesquecível Susana, de Porto Alegre.

Poder Poderes – Pátio de São Pedro

- Instinto - Poder -25000013

 

Imagem que não mais existe – Parque da Harmonia

- Imagem que não mais existe 2 Pq. da Harmonia - foto54 (2)

Parque da Redenção

Imagem

Parque da Redenção

 

- Parque da Redenção - POAção

Viver mais – feira do bric do sábado do Pq. da Redenção

- Viver mais - feira do bric do sábado do Pq. da Redenção

 

Igreja das Dores – Rua da Praia

- IGREJA DAS DORES FECHADA 000122

 

Concreto – No Viaduto da Borges

- Concreto e vida - Viaduto da Borges

Comida II Chalé da Praça XV

- Comida II Na Prça XV - Chalé restaurante ao fundo

Um Artista das Argolas na Praça XV

- Artista das Argolas - Pça XV

Senhora de muito espanto – Na escadaria do viaduto da Borges

- Senhora de muito espanto vestindo coisas longínquas

Poema

Senhora de muito espanto,
vestindo coisas longínquas
e alguns farrapos de sono,

eu vim para te dizer
que inutilmente contemplo
na planície de teus olhos
o incêndio do meu orgulho.

Senhora de muito espanto,
sentada além do crepúsculo
e perfeitamente alheia
a realejos e manhãs.

Eu vim para te mostrar
que se inaugurou um abismo
vertical e indefinido
que vai do meu lábio arguto
ao chumbo do teu vestido.

Senhora de muito espanto
e alguns farrapos de sono,
onde o céu é coisa gasta
que ao meu gesto se confunde.

Um dia perdi teu corpo
nas cores do mapa-múndi.

            – Carlos Pena Filho
                        (Recife, 1929-1960)

 

Altos do Viaduto da Borges

- Passando pelo Alto do Viaduto -  000024

lembra a música Umas e outrasChico Buarque, 1969, também gravada por Clara Nunes

( Tempos depois, por um acaso, é que alguém viu a foto e reconheceu ser uma freira de um convento ali perto, provavelmetne indo á Igreja da Matriz – Praça da Matriz, passando pelos altos do Viaduto da Borges. Tentei, muito tempo depois, dar a foto de presente à “modelo” acidental, mas estranhamente outras freiras que então me rece- beram tudo fizeram pra que eu não a visse, e, por isso,  não a “reencontrei” ).

Leitura de Jornal cedo no inverno

- Na Praça XV - Lendo o Jornal - foto51

Instantâneos do Cotidiano

(Câmera e fotógrafo invisíveis pela Praça XV, Porto Alegre, cedo, num inverno )

Encontros Desencontros

- Encontro ou Indiferenças - Viaduto da Borges - Porto Alegre -  0440021

Um dos braços de escadaria do Viaduto da Borges – Porto Alegre, inverno.

O Desaparecido – Av. Borges

- O Desaparecido - junto ao Viaduto da Borges

O  Desaparecido,

                    –   Rubem Braga

Tarde fria, e então eu me sinto um daqueles velhos poetas de antigamente que sentiam frio na alma quando a tarde estava fria, e então eu sinto uma saudade muito grande, uma saudade de noivo, e penso em ti devagar, bem devagar, com um bem-querer tão certo e limpo, tão fundo e bom que parece que estou te embalando dentro de mim

Ah, que vontade de escrever bobagens bem meigas, bobagem para todo mundo me achar ridículo e talvez alguém pensar que na verdade estou aproveitando uma crônica muito antiga num dia sem assunto, uma crônica de rapaz; e, entretanto, eu hoje não me sinto rapaz, apenas um menino, com o amor teimoso de um menino, o amor burro e comprido de um menino lírico. Olho-me ao espelho e percebo que estou envelhecendo rápida e definitivamente; com esses cabelos brancos parece que não vou morrer, apenas minha imagem vai-se apagando, vou ficando menos tímido, estou parecendo um desses clichês sempre feitos com fotografias antigas que os jornais publicam de um desa-parecido que a família procura em vão .

Sim, eu sou um desaparecido cuja esmaecida, inútil foto se publica num   canto de uma página interior de jornal, eu sou o irreconhecível, irrecuperável desaparecido que não aparecerá mais nunca, mas só  tu sabes que em alguma distante esquina de uma não lembrada cidade estará de pé um homem perplexo, pensando em ti, pensando teimosamente, docemente em ti, meu amor.

             – Rubem Braga, abril, 1959
‘in’  “200 crônicas escolhidas”

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(Obs: essas imagens são um roubo, só assim são captadas sem a ou as pessoas sentirem ou notarem. Numa fração de segundos ou nalguns minutos (às vezes muitos minutos) esperando uma cena de movimento ou explorando ângulos de uma cena  –  são sempre flagrantes absolutamente espontâneos como num post inicial havia informado – sem estar pensando nalgo, nem pensando num eventual poema que me ocorre ou leio bem depois, nem pra “montar” ilustração, seja do texto, frase ou poema à imagem, ou escrito qualquer. Coincidências, mas que só eu sei que são assim ).

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O homem apressado foge da vida

- Homem com pressa e pombo na Praça XV - wall16-768

Desgarrados

título de uma lindíssima canção regionalista gaúcha.  Viaduto da Borges, inverno, Porto Alegre https://www.youtube.com/watch?v=x8IUmNCDU7k

- DESGARRADOS - 000028

Cabides Nordestinos

Pela Praça XV – inverno – Porto Alegre.

- Cabides Nordestinos na Pça. XV Centro Porto Alegre - 40500002

Jogadas – Parque da Marinha

- Jogo, Jogadas - Parque da Marinha -

Chegando ao Recife

Chegando ao Recife
(fragmento) Adelmar Tavares ( * Recife,1888–+ Rio, 1963)

Lá vêm as jangadas, de velas inchadas,
bojando aos ventos,branquinhas, no mar…

Meu Deus, minha terra! Meu Deus, vou chegar!

Olinda, distante, lá longe, aparece…

Lá está uma torre… Diviso o farol…
Lá vêm as jangadas branquinhas de sol…

Que céus diferentes!

Tão verdes as águas!
Que leves os ares, que gozo aspirar!

Escuto umas vozes que vêm das jangadas,
conheço essas vozes que vêm das jangadas,

são desses Antonhos, e desses Messias,
Lourenços, e Jocas, Bastiões, Mizaéis,
de falas cantantes, mas pulso de ferro,
que pulam de tigre na ponta da faca,
e arrulham na viola que fazem chorar…

Meu Deus,minha terra! Meu Deus, vou chegar!

Vocês, jangadeiros, já não me conhecem?…

Não me reconhecem? Mudei tanto assim?

– Você, João da Penha, que nova me traz?

Aquela morena dos olhos magoados,
se lembra de mim?
me espera no cais?

Que lenço querido me espera no cais?

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